Onde nascem os conflitos nos Condomínios

A palavra condomínio pode ser definida como um local com vários proprietários e inquilinos que formam um grupo de pessoas, os famosos condôminos.

Em geral, eles abrigam uma gama de pessoas com os mais diversos interesses e hábitos culturais. Pessoas que, diariamente, são obrigadas a compartilhar áreas comuns e mesmo nos espaços privados, precisam manter hábitos que não agridam ou incomodem os outros.

Sendo assim, os condomínios são famosos pela questão de ser um ambiente propício a conflitos constantes e em alguns casos intermináveis. Conflitos, que dão ao síndico a fama de ser um louco em assumir a responsabilidade pela gestão do condomínio como um todo.

Na origem desses conflitos quase sempre estão os famosos 5 C´s:

Cachorro,

Criança,

Calote,

Cano

Carro.

Se pensarmos bem, os conflitos nascem do desconhecimento geral das regras aliado ao desejo de ter o seu problema pessoal atendido. Muitas vezes, se esquecendo que essa solução pode ser ótima para você, mas prejudicial ao outro.

Então, como sair desse impasse?

Hoje temos uma ferramenta muito interessante para diminuir e possibilitar a pacificação dentro do condomínio: a mediação de conflitos.

A mediação busca a solução de conflitos respeitando à vontade entre as partes através da figura de um terceiro. O mediador é um facilitador da comunicação entre os envolvidos no conflito, que se utiliza de técnicas específicas para que as partes envolvidas encontrem a melhor solução para o problema, se conscientizem do ato que cometeram e cheguem à uma conclusão sobre o ato em si. Mas o mais importante é que dessa forma, ele permite que as partes, juntas, busquem a solução. E quando essa solução vem do consenso a raiz da questão acaba eliminada.

O processo de mediação pode ser realizado através de uma câmara particular ou até mesmo num Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CeJusc) instalados em alguns fóruns da Capital e Interior.

Este processo é muito mais rápido e barato do que uma disputa judicial, mas é principalmente pacificador porque com esta rotina podemos no futuro diminuir a judicialização dos atos de todos nós que convivemos em sociedade.

Mas assim como a judicialização, a mediação não deve ser o primeiro passo a ser tomado. É importante destacar aqui o papel fundamental do Sindico, que sendo morador ou profissional, pode antever os possíveis conflitos e tentar atenuá-los através de uma boa conversa. O síndico, com imparcialidade e principalmente com a boa vontade de ouvir atentamente as partes envolvidas no conflito, pode reduzir a tensão social dentro do condomínio.

Nos dias de hoje a figura do sindico “xerife”, centralizador e sem conhecimentos que o habilitem para o cargo está com os dias contados. Como o condomínio exige cada vez mais do síndico, está se tornando imprescindível a figura do profissional com conhecimento de gestão, acessível, comunicativo, que tenha bom relacionamento com os condôminos e apresente um ingrediente importante: ter a expertise em ser um mediador de conflitos.

Luiz C.S.Rezende

Síndico Profissional 

Mediador e Conciliador Judicial

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